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Já considerou alugar sua próxima roupa?

A indústria da moda não quer ficar para trás! Fonte: Por Charles Etoroma / unsplash.com É isso mesmo! Marcas famosas do campo da moda, como a H&M, estão testando um modelo de negócios no qual oferecem algumas de suas peças para aluguel, além da compra convencional. Essa tendência está pautada nas discussões acerca da sustentabilidade e do consumo consciente. Assunto que já é nosso velho conhecido, muitas empresas de diversas categorias se aproximam das diretrizes que cercam a responsabilidade social e ambiental. Vemos isso nos alimentos, nos produtos de beleza e até no mundo das apostas, com as discussões da Sustainable Gambling Conference, criada em 2016, que trabalha em prol de uma indústria de jogos mais sustentável. Mas como isso pode impactar o futuro do planeta? Será que há outras motivações por trás da indústria da moda? Vem com a gente e descubra todos os detalhes dessa nova tendência que parece ganhar força com bastante rapidez.

O que envolve o consumo sustentável?

De acordo com as diretrizes das Nações Unidas, o consumo e a produção sustentáveis ​​têm como objetivo promover a eficiência de recursos e energia, infraestrutura sustentável e fornecer acesso a serviços básicos e uma melhor qualidade de vida para todos. A ideia é reduzir futuros custos econômicos, ambientais e sociais, fortalecer a competitividade econômica e reduzir a pobreza. Tudo isso sem deixar de lado o desenvolvimento. Atualmente, o consumo material de recursos naturais está aumentando, principalmente na Ásia. Os países também continuam enfrentando desafios relacionados à poluição do ar, da água e do solo. Nesse contexto, a preocupação da sustentabilidade é fazer melhor e com menor impacto, reduzindo a utilização de recursos em toda cadeia produtiva. O conceito também inclui educar os consumidores sobre consumo e estilos de vida sustentáveis, fornecendo-lhes informações adequadas por meio de normas e rótulos e participando de compras públicas sustentáveis, oferecendo alternativas de consumo consciente, entre outros.

Alugar vs. comprar

Em meio a esse cenário, a Hennes & Mauritz AB, mais conhecida como H&M, está experimentando um serviço de aluguel de roupas, pois a indústria da moda enfrenta críticas crescentes por resíduos e poluição. A H&M, atualmente a segunda maior varejista de moda do mundo, irá testar o serviço por três meses antes de decidir se deve expandi-lo, o que acontecerá em sua loja na Suécia. H&M é a maior marca a aderir à ideia até agora. Fonte: Por Fernand De Canne / unsplash.com Após o surgimento de empresas focadas no aluguel de roupas, como Rent the Runway e Le Tote, vários varejistas tradicionais lançaram seus próprios programas para não ficarem de fora dessa fatia do mercado. Além da citada H&M, nomes como Banana Republic, American Eagle e Ann Taylor já possuem suas opções de aluguel. E o processo é bastante simples e direto: similarmente ao que já ocorre com roupas de gala, o consumidor pode optar por alugar determinados produtos pré-selecionados pela marca ao invés de comprá-los. Isso faz sentido principalmente para casacos de inverno que você venha a precisar em uma viagem, por exemplo. No caso da H&M, a empresa já havia sido criticada diversas vezes por seu posicionamento fast-fashion, ou seja, oferecer roupas, geralmente de menor custo e qualidade, com o objetivo de estar constantemente na moda, motivando o descarte frequente. Agora, a ideia da empresa é oferecer até três peças para que o cliente possa alugar pelo período de uma semana (com o custo de cerca de 35 dólares por peça).

Será mesmo pela sustentabilidade?

A ideia da iniciativa, certamente, é inspirar as pessoas a praticarem um consumo mais consciente, diminuindo o descarte e promovendo a reciclagem das roupas. Inclusive, além do serviço de aluguel, a H&M planeja oferecer serviços de reparos e restauração em suas lojas para permitir que as roupas possuídas sejam usadas por mais tempo. Claramente, se bem-sucedida, essa nova configuração de consumo diminui os impactos gerados pela constante produção de novas peças, pelo acúmulo de lixo e, até mesmo, contribui para desenvolver uma nova consciência social que promova a reciclagem e a reutilização. Porém, não podemos ignorar o fato de que todas essas marcas são empresas e, portanto, precisam de lucro para sobreviver. De acordo com relatórios divulgados pela própria H&M, a marca vem enfrentando baixas constantes em sua margem de operação, o que traz riscos potenciais para a saúde financeira da empresa, em especial nos mercados mais maduros, como Estados Unidos e Europa. Não necessariamente a motivação é ruim. A sociedade capitalista sobrevive graças ao lucro, e se o avanço social e mercadológico obriga as empresas a encontrarem alternativas mais sustentáveis para seus negócios, todos saem ganhando!  

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