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Saiba porquê os cientistas querem banir o uso do glitter

Glitter Fonte:Unsplash, Ali Morshedlou O glitter é algo que para muitas pessoas remete à infância, as festas de carnaval, e também a diversão entre a família e os amigos. Contudo, nos últimos anos, pesquisas e estudos acadêmicos estão chegando a um consenso: o glitter pode ser muito mais prejudicial à natureza do que as pessoas imaginam. E por essa razão, uma grande parcela da comunidade científica já soma esforços para tentar banir o glitter de uma vez por todas. 

Ameaça ao meio-ambiente?

A maior parte do glitter vendido nas lojas, principalmente em produtos cosméticos, é feito de plástico. Após ser retirado na pia do banheiro e ir embora pelo ralo, o glitter se torna mais um tipo de microplástico poluente para os oceanos, que nada mais são do que fragmentos de plástico de menos de 5 milímetros, que devido ao seu tamanho mínimo, se tornam ainda mais propensos a serem ingeridos por diversas espécies, como plâncton, peixes e aves marinhas. Conforme essas partículas de microplástico vão se acumulando no organismo dos animais, os mesmos não conseguem mais digerir o que comeram e nem continuar a se alimentar, o que acaba levando a morte. E segundo os cientistas, o microplástico está tão presente no ambiente marinho que já alcançou até mesmo a Fossa das Marianas, que é considerado o local mais profundo do Oceano Pacífico, com uma profundidade de mais de 11 mil metros. Como não são biodegradáveis, esses fragmentos irão permanecer nos oceanos por centenas de anos e além de ameaçarem a vida marinha, também já começam a prejudicar a saúde humana, tendo em vista que a humanidade se alimenta de peixes e frutos do mar que estão ingerindo plástico. Infelizmente, caso uma mudança de hábitos não aconteça, os oceanos continuarão recebendo trilhões de micro fragmentos de plástico diariamente. Poluição marinha Fonte:Giogio55 O jogo beneficente é uma forma de apostar em bingos, caça-níqueis e jogos de roleta sabendo que os ganhos com as apostas serão revertidos para uma causa social ao invés de irem para os proprietários de cassinos privados ou para o governo. Causas como a poluição dos oceanos com micro fragmentos de glitter demandam grande atenção, e por conta disso as autoridades poderiam buscar uma colaboração com os cassinos para arrecadar doações.

Consequências e alternativas ao glitter

Recentemente, algumas medidas já foram tomadas para tentar diminuir o uso glitter no Reino Unido. A marca de cosméticos Lush, por exemplo, já substituiu o glitter usado em seus produtos de banho por opções biodegradáveis, como a mica sintética, enquanto alguns festivais britânicos anunciaram que não iriam permitir a entrada de pessoas que estivessem usando as partículas de brilho no rosto e no corpo. Segundo os especialistas, é fundamental que os consumidores comecem a escolher produtos menos prejudiciais ao meio ambiente, pois essa atitude é o que servirá como incentivo para que as empresas produzam cada vez mais itens ecologicamente corretos, sendo esta a única forma de reverter o atual cenário de degradação ambiental provocado pelo plástico. Além disso, também para conscientizar um número maior de pessoas sobre esse tema, o grupo 38 Degrees criou uma petição endereçada a Michael Gove, o atual Secretário do Meio-Ambiente do Reino Unido, solicitando o banimento do glitter na região. De acordo com os organizadores, um terço dos peixes pescados no Mar do Norte já possuem fragmentos de plástico dentro de si, o que indica que os riscos aos consumidores são maiores do que o imaginado.


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