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Victoria’s Secret e sua primeira modelo trans

Victoria's Secret Fonte: Pixabay Nas últimas semanas, a imprensa internacional divulgou a contratação da primeira modelo transgênero pela famosa marca de lingerie Victoria’s Secret, reconhecida mundialmente por seus desfiles anuais repletos de luxo e glamour. A escolhida pela marca foi a cearense Valentina Sampaio, que se uniu ao extenso time de brasileiras da Victoria’s Secret, o qual já conta com nomes como Laís Ribeiro, Barbara Fialho e Izabel Goulart, entre várias outras. Essa notícia não deixou de ser surpreendente pois, em novembro de 2018, o então diretor de marketing da marca, Ed Razek, descartou em entrevista a possibilidade da Victoria’s Secret ter uma modelo transgênero em seu desfile. Com a repercussão negativa da declaração, Razek chegou a pedir desculpas e foi afastado do cargo, mas ainda assim, a probabilidade da marca incluir uma transgênero parecia pequena, e poucas pessoas teriam apostado que isso aconteceria. O primeiro ensaio de Valentina Sampaio para a marca foi fotografado em Long Island, Nova York, por Sebastian Kim, e deve entrar em breve no site da Victoria’s Secret, na linha mais jovem do grupo, a Pink. Nas redes sociais, a modelo demonstrou empolgação por ter sido escolhida e descreveu a experiência como um “sonho realizado”, sendo parabeniza pela conquista por outras modelos brasileiras, como Laís Ribeiro.

Medida pode ser um indício dos novos planos da marca

Nos últimos anos, a Victoria’s Secret tem enfrentado um período de grave crise nas vendas, com mais de 50 lojas fechadas somente no primeiro semestre de 2019. Paralelo a isso, a marca também vem sendo alvo de muitas críticas entre uma parcela dos consumidores por não ser mais inclusiva e por insistir em um padrão de beleza considerado “inalcançável”. Reconhecida essencialmente por ter um casting de modelos magérrimas e belíssimas, a Victoria’s Secret vinha demonstrando certa dificuldade em se adequar as novas exigências de inclusão do mercado. Após a polêmica entrevista do diretor Ed Razek em 2018, as críticas só aumentaram, ao mesmo tempo em que a situação financeira da marca permaneceu se deteriorando. Sendo assim, a decisão de contratar uma modelo transgênero é possivelmente o primeiro passo em direção a um novo rumo para a Victoria’s Secret, que não esconde mais o seu desejo de se reinventar para manter a relevância em meio a tantos concorrentes de peso. Outro forte indicativo de que grandes mudanças estão por vir é o fato de Leslie Wexner, o presidente-executivo da L Brands, a holding responsável pela marca, ter declarado recentemente que em 2019 não acontecerá o Victoria’s Secret Fashion Show, o desfile anual que costumava ser exibido na televisão norte-americana há quase 20 anos. Sem explicar com detalhes o motivo, Wexner informou que a marca está planejando um outro tipo de evento, possivelmente fora da televisão. Com isso, a tentativa da companhia em adaptar as suas estratégias de marketing está cada vez mais explícita. Valentina Sampaio Fonte: bfmtv

Saiba mais sobre a carreira de Valentina Sampaio

Atualmente com 22 anos de idade, Valentina Sampaio iniciou sua carreira como modelo em 2014, durante um dos eventos mais tradicionais do Ceará, o Dragão Fashion Show. Destaque pela beleza e postura impecável na passarela, a trajetória de Valentina no mundo da moda decolou desde então, e a brasileira se tornou um dos maiores nomes do mundo entre modelos transgênero que tentam abrir as portas dessa concorrida indústria a favor da inclusão. Em 2016, Valentina Sampaio de tornou a primeira transexual a estrelar uma campanha publicitária da L’Oréal Paris, se tornando logo em seguida porta-voz da marca de cosméticos. Nesse mesmo ano, ela também fez a sua estreia na São Paulo Fashion Week, o evento de moda mais importante do Brasil. Ambas as experiências foram o divisor de águas para a carreira internacional da modelo, que em 2017 conseguiu um novo marco, ser a primeira transgênero a estampar a capa da aclamada Vogue Paris. Desde então, até ser contratada pela Victoria’s Secret, Valentina protagonizou diversas campanhas de grifes internacionais, e apareceu na capa de várias revistas, como a edição espanhola da revista Woman – Madame Figaro, na qual a modelo falou um pouco mais sobre o poder feminino e a favor da causa das mulheres transgênero. O sucesso da jovem cearense está sendo tão colossal que alguns já chegaram a prever que a sua importância para o mundo da moda pode se igualar com o da top brasileira Gisele Bündchen, grande ícone da indústria fashion, a qual esteve por 10 anos no topo da lista das modelos mais bem pagas do mundo.


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