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Os últimos contornos da atual crise na Venezuela

Nicolás Maduro Fonte:Hugoshi Desde 2017, a Venezuela vem enfrentando uma grave crise política, econômica e humanitária, sob o governo do presidente Nicolás Maduro. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), milhões de venezuelanos já abandonaram o país nos últimos dois anos para escapar da escassez de alimentos e itens de necessidade básica, procurando refúgio em países vizinhos, como Brasil, Peru e Colômbia. Esse intenso fluxo migratório tem causado algumas instabilidades na fronteira entre a Venezuela com esses países, tendo em vista que essas nações não estavam preparadas para receber tantos imigrantes em tão pouco tempo. No caso do Brasil, cidades como Boa Vista e Paracaima, em Roraima, já registraram tumultos e protestos devido a falta de empregos e aos problemas estruturais causados pela vinda acentuada de imigrantes.

Impactos do colapso no sistema de saúde venezuelano

Segundo estatísticas não oficiais, 80% da população da Venezuela não conta com o necessário para ter uma segurança alimentar, o que só tem se agravado com o atual colapso no sistema de saúde do país. A situação é tão severa que doenças infecciosas que poderiam ser facilmente controladas através de vacinação, como sarampo e malária, estão afetando milhares de venezuelanos e levando a números recordes de óbitos. Outras condições graves, como o HIV, também estão sendo negligenciadas no país. Entre os cerca de 80 mil venezuelanos portadores do vírus da AIDS, que estão registrados para receber remédios através do sistema de saúde pública, apenas 10% está tendo acesso ao tratamento. Essa inclusive é uma das razões pelas quais muitos venezuelanos estão abandonando o país. Entretanto, a falta de vacinação e o descontrole de doenças infecciosas podem causar uma epidemia na região, e por isso organismos internacionais como a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) estão trabalhando em conjunto com os países sul-americanos para que esse cenário de crise não se espalhe pra as cidades fronteiriças. Bandeira da Venezuela Fonte:DavidRockDesign

Novas sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos

Nas últimas semanas, os Estados Unidos, assim como vários outros países, optaram por apoiar publicamente o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que também é o responsável pela Assembleia Nacional. Para enfraquecer Maduro e dar mais poderio econômico a Guaidó, os Estados Unidos anunciaram que irão aplicar sanções diretamente ao setor do petróleo da Venezuela, o qual é a maior fonte de renda do governo através da estatal petroleira PDVSA. Contudo, uma parte dos especialistas acredita que essas sanções não irão causar o impacto esperado pelo governo norte-americano. Segundo eles, o petróleo que a Venezuela exporta para os Estados Unidos poderia ser facilmente redirecionado para outros países, como China e Índia, pois a demanda nesses mercados é bem grande. Em contrapartida, os Estados Unidos teriam que procurar por um fornecedor substituto, tendo como opções mais prováveis as petroleiras da Arábia Saudita e do México. Seja quais forem as consequências dessas sanções, a situação da Venezuela permanece crítica e em constante degradação. Em meio as incertezas políticas e sociais, é cada vez maior o número de venezuelanos que estão se voltando para os jogos de azar e os jogos de cassino, em uma medida desesperada de obter dinheiro para a sua subsistência. Porém, isso representa mais um grande problema para o país, pois apostas precisam ser feitas como forma de lazer, e não da maneira descontrolada como está acontecendo atualmente na região.


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