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Os impactos do uso de agrotóxicos

homem realizando a irrigação de uma plantação Fonte: Pexels Nos últimos anos, muito tem se discutido sobre os efeitos do uso dos agrotóxicos para a saúde humana. Em várias partes do mundo, estudos já comprovaram que o uso em grande escala de herbicidas pode causar câncer, mutações genéticas, atrofia muscular e hidrocefalia, tanto nas zonas rurais onde são utilizados nas plantações, como também nas pessoas que consomem os alimentos e produtos com essas substâncias. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos a tendência tem sido reduzir o uso dos agrotóxicos, tanto por questões de saúde como também pelo prejuízo que eles causam ao meio ambiente, no Brasil, um novo e polêmico projeto de lei sobre o tema tem gerado grande preocupação e revolta em vários grupos sociais. Ao mesmo tempo em que tecnologia contribui para o surgimento de criações incríveis, como jogos de cassino online cada vez mais realistas, o avanço na área dos pesticidas pode se tornar uma grande ameaça.

Mudanças impostas pelo projeto de lei (PL) 6299/2002

Elaborada em 2002 por Blairo Maggi, que exerce atualmente a função de Ministro da Agricultura, o projeto de lei 6299/2002 propõe, entre outras questões, que o registro de novos agrotóxicos seja regulado pelo Ministério da Agricultura, e não mais pelo Ibama e pela Anvisa. Com isso, seria reduzido o poder de decisão de ambos os órgãos responsáveis por analisar os riscos ambientais e à saúde humana, concedendo ao Ministério da Agricultura a decisão final sobre quais agrotóxicos serão aprovados. Entre os que apoiam esse projeto de lei, estão a bancada ruralista do Congresso Nacional, as empresas fabricantes de agrotóxicos, como a Bayer e a Syngenta, e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. De acordo com eles, o objetivo do projeto de lei 6299/2002 é reduzir a atual burocracia e o tempo de registro dos novos defensivos agrícolas no país. Por outro lado, os setores contrários as alterações na lei vigente questionam se, com esse poder de decisão conferido ao Ministério da Agricultura, o órgão irá acatar as recomendações do Ibama e da Anvisa quando alguma substância for considerada prejudicial por essas entidades. Além disso, os ativistas e a oposição também destacam que o autor da lei, e atual Ministro da Agricultura, é um dos principais produtores de soja do Brasil, e a produção de soja é atualmente a que mais consome agroquímicos no país. cesta cheia de legumes e verduras Fonte: Pexels

Uma solução orgânica

Para resolver esse impasse, muitos apostam em uma alternativa intermediária, que consiste no uso de produtos orgânicos e minerais em conjunto com os agrotóxicos, os quais acabam diminuindo a quantidade de pesticida necessária. Atualmente, já existem várias empresas especializadas em soluções orgânicas que tenham um impacto reduzido no meio ambiente. De acordo com Rui Daher, empresário e dono de uma empresa nessa área, o fato do Brasil ser um dos principais consumidores de agrotóxicos do planeta faz com que multinacionais produtoras de agrotóxicos exerçam uma influência forte nas decisões políticas. Isso impede que novas iniciativas como a dos produtos orgânicos se desenvolvam, mesmo que estas ofereçam riscos menores para a saúde humana e para o meio-ambiente.


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