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O viés psicológico da Seleção Brasileira

homem chorando com as mãos sobre o rosto Fonte: Pixabay Durante a Copa do Mundo FIFA 2018, em especial após o jogo entre o Brasil e a Costa Rica, no qual Neymar terminou a partida chorando de forma compulsiva em campo, muito tem sido discutido acerca do aspecto psicológico dos jogadores brasileiros. Após a derrota de 7x1 para a Alemanha na copa anterior, em que a equipe do Brasil demonstrou apatia e descontrole emocional dentro dos gramados, diversos analistas esportivos defendem que esse tema deveria ser tratado como prioridade pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Contudo, vários indícios evidenciam que o fator psicológico permanece sendo um "tabu" dentro da entidade esportiva. Para a Copa de 2018, por exemplo, o técnico Tite e membros da comissão técnica chegaram a declarar em entrevistas que não haviam psicólogos na equipe pois faltava tempo para desenvolver um trabalho psicológico com os atletas. Tite, inclusive, foi mais além e afirmou que ele era o psicólogo da seleção. Enquanto o aspecto mental e psicológico tem sido cada vez mais valorizado pela sociedade, incluindo companhias privadas e empresas desenvolvedoras de jogos de cassino online, é possível perceber que no futebol brasileiro ainda existe um grande preconceito, somado ao machismo característico do esporte, que impede que os atletas realizem o devido acompanhamento feito por profissionais da área.

O caso Neymar

De acordo com o psicanalista Rodrigo Alencar, a avalanche de críticas direcionadas a Neymar após o jogador chorar em campo estão relacionadas a fragilidade demonstrada pelo principal craque da seleção brasileira em um período crucial, durante a competição mais importante do mundo. Para os brasileiros, o título da Copa é praticamente uma obrigação, tornando qualquer outro resultado um fracasso nacional. Esse sentimento se potencializou ainda mais após a terrível derrota para a Alemanha em 2014, o que fez com que a pressão sobre os jogadores fosse muito maior. Em suma, a atitude de Neymar em campo serviu para fortalecer o discurso dos críticos que defendiam a necessidade e a importância de um bom trabalho psicológico, que estabilizasse e concedesse mais confiança aos jogadores. ilustração sobre saúde mental e sua importância para o autoconhecimento Fonte: Pixabay

Depressão no futebol

Mais de 300 milhões de pessoas no mundo possuem depressão e, no futebol, essa realidade não é diferente. Jogadores como Nilmar, Cicinho, Thiago Ribeiro e Pedrinho já falaram abertamente sobre a doença e as implicações geradas em suas carreiras. No caso de Pedrinho, ex-jogador da seleção, a depressão foi engatilhada devido a um histórico de lesões graves e três cirurgias feitas no joelho. Ao todo, o atleta passou quase três anos no departamento médico e teve que lidar com cobranças, pressão de vários lados e a desconfiança de pessoas que duvidavam de sua recuperação. Segundo os especialistas, são diversos os fatores que levam um atleta de alto nível a desenvolver depressão, como por exemplo, um quadro de lesões em sequência e a pressão externa. O tratamento psicológico não é capaz de impedir que a doença se desenvolva, mas é a melhor forma de lidar com a questão e ajudar os jogadores a se reencontrarem e a aceitarem a posição em que estão.


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