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A importância da moda sustentável

pessoa em contato com o meio ambiente Fonte: Pexels

Nos dias de hoje, com a cultura do consumo em seu auge, as redes de fast fashion, que são marcas conhecidas por oferecerem roupas da moda por preço acessíveis, estão apostando cada vez mais em peças praticamente descartáveis, que por serem muito baratas, possuem uma qualidade baixa, o que leva os consumidores a utilizarem o item pouquíssimas vezes. Na Europa, por exemplo, lojas de fast fashion como a Asos e a Boohoo possuem um vasto catálogo de vestidos e blusas que são vendidos por preços abaixo de € 5, o que incentiva o consumo das chamadas peças "single-use", que significa "uso único". Para se ter uma ideia, o Natal de 2018 movimentou cerca de £ 3,5 bilhões em compras de roupas Reino Unido, e desse valor, a estimativa é de que £ 8 milhões tenham sido gastos com itens que só serão utilizados uma única vez. Porém, as marcas de fast fashion não são as únicas dentro da indústria da moda que ainda tomam atitudes nada sustentáveis. Em meados de 2018, a grife Burberry causou grande polêmica ao queimar quase US$ 40 milhões em peças que estavam em seus estoques, com dificuldades para serem vendidas. A própria marca admitiu o ocorrido, o qual foi feito com a justificativa de proteger o caráter exclusivo da marca e os seus preços elevados.

Uma mudança de perspectiva

vários cabides de roupas em uma loja Fonte: Pexels

Apesar desse cenário desfavorável, alguns especialistas da indústria da moda já apostaram que é possível que essa tendência pró-desperdício esteja com os dias contados. Assim como há alguns anos os consumidores começaram a se preocupar mais com a poluição e os efeitos adversos causados pelo excesso de itens plástico, os especialistas acreditam que essa percepção também pode surgir em relação ao consumo excessivo e descontrolado de roupas. Nos últimos 15 anos, a produção global de roupas precisou dobrar para atender a demanda. Contudo, esse crescimento desgovernado vem causando uma série de prejuízos ao meio ambiente. Segundo pesquisas, a indústria da moda é mais responsável pelo aquecimento global do que os segmentos de transporte de cargas por via aérea e terrestre. Se as pessoas não alterarem seus hábitos e começarem a adotar um estilo de vida mais sustentável, priorizando práticas que não prejudiquem o ambiente, como ler e jogar jogos de slot online, a atividade têxtil responderá por cerca de um quarto da emissão total de carbono na atmosfera até o ano de 2050.

Iniciativas contrárias ao desperdício na indústria fashion 

várias pessoas conversando enquanto seguram sacolas Fonte: Pexels

A gravidade dessa questão já originou iniciativas públicas e privadas cujo objetivo é reduzir os impactos negativos da indústria da moda no meio ambiente. Entre os exemplos de maior destaque, o governo do Reino Unido anunciou em 2018 que iria dedicar mais esforços para a investigação do problema, enquanto o Parlamento Europeu também já se reuniu discutir medidas de estímulo a reciclagem de roupas descartadas para lidar com o desperdício atual. Já entre as iniciativas privadas, o aplicativo reGAIN, que auxilia no processo de reciclagem de roupas, é uma das maiores referências nesse assunto na Europa. Para o CEO do projeto, Jack Ostrowski, as pessoas precisam começar a entender o quão negativo é o impacto da indústria da moda para o ambiente e que isso precisa mudar rapidamente pois é impossível continuar por muito tempo da forma em que a situação se encontra atualmente.


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