Registrar-se

Entenda como os smartphones afetam o cérebro

imagem com uma ilustração do cérebro humano Fonte: Pixabay

Os smartphones podem se estabelecer como aliados importantes ao longo do dia, pois é através do gadget que podemos nos comunicar com os amigos, comprar ingressos para cinemas e teatros, ou ainda nos divertir com jogos de cassino móvel. Porém, as notificações constantes do aparelho, apesar de contribuírem para as tarefas rotineiras, também podem causar impactos não tão positivos ao organismo e ao cérebro. Além de ampliar os níveis dos hormônios ligados ao estresse, esses alertas ativam a chamada “reação de luta”, um reflexo psicológico que ocorre em resposta a situações que parecem ameaçadoras, o que ainda aumentar a frequência cardíaca e causa contrações musculares. Como esse tipo de reação é esperada apenas para situações de risco, passar por isso várias vezes ao dia, pelo simples contato com o celular, claramente não é algo benéfico a saúde.

Estresse e propensão a problemas psicológicos

A facilidade proporcionada pelos aplicativos do smartphone, desde redes sociais até jogos e aplicativos de produtividade, só tem agravado a dependência dos usuários aos alertas do celular. Uma pesquisa recente indicou que entre um grupo de estudantes universitários, cerca de 89% relato sentir vibrações “fantasmas” do aparelho, que sequer existiram, tamanha a dependência criada. Em entrevista ao Business Insider, o endocrinologista Robert Lustig afirmou que essas notificações constantes estão treinando o cérebro humano a permanecer em um estado quase constante de alerta, o que estimula sentimentos como estresse e medo, os quais são memorizados pelo cérebro. Segundo o especialista, esse estado faz com que o córtex pré-frontal, a área cerebral responsável por lidar com as funções cognitivas complexas, entre em um estágio de descontrole, que estimula as pessoas a cometerem ações impulsivas e arrumarem problemas para si mesmas. O uso contínuo e exagerado do smartphone ainda está relacionado ao surgimento de diferentes condições psicológicas. Um levantamento direcionado aos adolescentes descobriu que quase 50% daqueles que passam grande parte do dia em seus smartphones já pensaram, planejaram ou tentaram cometer suicídio. Entre os adolescentes que não utilizam exageradamente o aparelho, essa porcentagem quase caí pela metade, 28%. Entre o público adulto, pesquisas contemporâneas já identificaram que permanecer constantemente conectado as redes sociais pelo smartphone provoca alterações de humor, ansiedade e sentimentos de insatisfação com a própria vida. Porém, o vício de estar sempre conectado para saber o que está acontecendo na internet impede essas pessoas de se afastarem, mesmo reconhecendo esses danos.   Fonte: Pixabay

Cérebro preguiçoso e influência negativa na produtividade

O cérebro humano só é capaz de processar uma certa quantidade de informação por vez, o equivalente a cerca de 60 bits por segundo. Quando temos várias tarefas a serem concluídas, é preciso escolher em qual delas devemos priorizar o poder cerebral. Sendo assim, é natural que as pessoas estejam transferindo cada vez mais uma parte de seu trabalho para os smartphones. Entretanto, os especialistas já indicam que delegar tarefas de raciocínio aos celulares pode estar tornando o cérebro mais preguiçoso. Essa conclusão foi feita ao analisar que, entre os indivíduos considerados mais inteligentes e analíticos, o uso do smartphone para a resolução de tarefas de lógica e raciocínio era bastante inferior a média. No que diz respeito a produtividade, os cientistas já descobriram há anos que, de forma geral, os seres humanos não conseguem realizar várias tarefas de modo simultâneo. Segundo pesquisas recentes, essa constatação é válida para cerca de 97,5% da população mundial, enquanto os outros 2,5% realmente possuem habilidades diferenciadas, sendo apelidados pelos cientistas de “super taskers”, pois realmente conseguem ser bem-sucedidos em realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Como eles são a exceção e representam somente 1 a cada 50 pessoas, isso significa que a grande maioria dos indivíduos precisa manter o foco em uma tarefa de cada vez para concluí-la com sucesso. Desse modo, todas as vezes que as pessoas pausam algo que estejam fazendo para olhar ou responder a uma nova notificação do smartphone, elas interrompem completamente o seu ciclo de raciocínio, o que traz um custo para o tempo gasto com cada tarefa. Mesmo que pessoa apenas olhe para o celular, sem sequer pegá-lo para conferir a notificação recebida, essa pequena mudança de uma tarefa para a outra já custa alguns segundos, o que parece pouco mas ao longo de um dia inteiro, no qual esse padrão de comportamento se repete centenas de vezes, os custos com o tempo perdido se tornam consideráveis, e ainda contribuem para a perda da atenção e uma maior propensão ao erro.


O que mudará no ... Victoria’s Secret e sua ...