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Cafeteria no Japão contrata funcionários com paralisia

Robot device Fonte: dzyannica.by No final do mês de novembro, uma cafeteria bastante diferente abriu as portas de forma temporária em Tóquio. Chamada de "Dawn ver.β", o espaço fez uso de robôs com pouco mais de um metro de altura para servir os clientes. Contudo, o interessante é que ao invés de serem autônomos, esses robôs são monitorados por pessoas com estágios avançados de paralisia, as quais conseguem trabalhar de casa, através de uma tecnologia que as permite controlar os robôs apenas com o movimento dos olhos. A cafeteria, situada no distrito de Akasaka, foi inaugurada em um modelo de joint venture entre a All Nippon Airways, a Fundação Nippon e a startup de tecnologia e robótica Ory, a qual foi a grande responsável por criar os robôs e garantir que eles fossem capazes de falar, se mover e carregar objetos sob o monitoramento dos funcionários com paralisia.

Iniciativa agradou ao público e foi muito bem recebida

Antes de ser inaugurada, a cafeteria recebeu doações ao longo de uma campanha de financiamento popular, que buscou promover a ideia e conquistar o apoio dos japoneses. Inicialmente, o objetivo era arrecadar cerca de 1,5 milhão de yens, cerca de US$ 13 mil, mas a campanha acabou conseguindo mais do que o dobro. O plano era que a cafeteria Dawn permanecesse aberta por algumas semanas, como uma espécie de teste para avaliar a viabilidade de um projeto como esse. Porém, as arrecadações acima do esperado e o grande interesse do público pelo local levaram os idealizadores do estabelecimento a acreditarem que ele poderá ser reaberto de forma definitiva em breve, provavelmente no início de 2020, segundo informações do site Digital Trends. Pelo trabalho realizado, os funcionários com paralisia receberam uma remuneração equivalente a US$ 8,80 por hora, um valor padrão no Japão para as pessoas que trabalham em regime de meio período.

Em Las Vegas, robôs causam preocupação e revolta

Enquanto no Japão a inclusão dos robôs foi vista de forma positiva por integrar pessoas com paralisia, na cidade de Las Vegas, o paraíso dos jogos de cassino, a chegada de robôs para ocupar funções variadas dentro de grandes resorts tem causado apreensão em milhares de funcionários, que temem pelos seus empregos. No Vdara Hotel and Spa, por exemplo, robôs já estão sendo utilizados para levar lanches e aperitivos até o quarto dos hóspedes, enquanto no Tipsy Robot, robôs servem as mesas e atendem aos clientes. Em junho de 2018, os sindicatos que representam os funcionários dos hotéis e grandes resorts de Las Vegas chegaram a colocar em pauta uma possível greve generalizada, a qual seria a primeira de grandes proporções em mais de 30 anos. Na ocasião, o contrato das companhias que administram esses estabelecimentos, como a MGM Resorts International e a Caesars Entertainment, com os seus milhares de funcionários, incluindo cozinheiros, garçons e camareiras, havia expirado e as negociações para um novo contrato estavam complicadas. Além de reivindicarem por melhores salários, os funcionários desses resorts também solicitaram por medidas mais enérgicas para evitar o assédio dentro do ambiente de trabalho, assim como uma voz mais ativa para opinar sobre quando e onde a tecnologia e a robótica podem ser empregadas. Mesmo cientes de que a tecnologia é inevitável, os sindicatos defendem que esta precisa ser implantada com cautela.


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