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A importância do design emocional

Projeto do carro Fonte:Dietmar Rabich O conceito de design emocional, elaborado pelo autor Donald Norman, é algo ainda novo e desconhecido para muitas pessoas. A ideia por trás desse conceito é de que logo ao observar um produto pela primeira vez, os consumidores são afetados por uma onda de emoções, na maioria das vezes em nível inconsciente, a qual exerce um papel importante na decisão de compra. Isso significa que o impacto visual de um produto é enorme, e tão importante quanto outros fatores como qualidade e preço, por exemplo. Sendo assim, as marcas que levam em consideração esse fator estético saem na frente em relação a concorrência. Essa premissa funciona para uma imensa gama de segmentos, e até mesmo um cassino online pode se beneficiar ao ofertar seus produtos com base nos preceitos do design emocional. Para tentar explicar melhor as dimensões desse tipo de design, Norman criou uma classificação, dividindo o design emocional em três níveis diferentes. Saiba a seguir quais são eles.

1. Visceral

Segundo Donald, o nível visceral é o mais básico de todos, e está ligado ao instinto dos consumidores, que é a reação inicial estabelecida com um novo produto. As características de um item que mais chamam atenção nessa esfera são as suas cores e contornos. Desse modo, cores mais fortes e vibrantes costumam atrair olhares, enquanto os produtos em cores neutras e formatos confusos tem chances mais elevadas de causar um estranhamento e uma reação inicial negativa. Dependendo do quão bonito o produto seja, é possível que os consumidores de forma inconsciente já passem a considerar a compra, deixando em segundo plano questões como o valor e a usabilidade.

2. Comportamental

Esse segundo nível representa a conexão estabelecida entre o consumidor e o produto, logo após a primeira impressão. De forma geral, as pessoas tendem a gostar e se identificar com itens de fácil manuseio, com os quais se sintam seguras e confiantes. Porém, o nível comportamental do design emocional não consiste apenas na facilidade de usar um item, mas também na sensação de contentamento que o consumidor experimenta ao perceber que domina um certo produto. Essas sensações influenciam diretamente na vontade de comprar e ter para si esse objeto.   Design desconfortável Fonte:Katerina Kamprani

3. Reflexivo

O nível reflexivo, de acordo com Dan Norman, está ligado ao superego, uma voz dentro da mente que determina a visão que as pessoas possuem de si mesmas e alimenta a busca pelo status, em ser admirado e adorado pelos demais. Nesse estágio, os consumidores analisam as vantagens de um determinado produto segundo o superego, imaginando como ele poderá contribuir para que eles recebam a aprovação de outras pessoas.

Como o design emocional pode ser usado?

Na prática, para fazer bom uso das vantagens do design emocional, as empresas devem criar uma narrativa que acompanhe os seus produtos, ou seja, uma história que apresente os itens ao consumidor de forma diferenciada, e que funcione para destacar um produto nas prateleiras das lojas. Investir em uma embalagem especial, com uma estética agradável e intensa, também é uma das melhores formas de utilizar o design emocional de forma inteligente, tendo em vista que o visual é algo determinante. Para esse ramo do design, a premissa "não julgue um livro pela capa", não pode ser aplicada, pois inconscientemente, as pessoas muitas vezes definem suas decisões de compra com base nas características externas.


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